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Migração de um CRE ( Centro de Recursos Educativos )

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in: http://www.escolaslivres.org/?q=node/18

Migração de um CRE ( Centro de Recursos Educativos )

Submetido por linuxkafe a Terça, 09/11/2007 - 12:20.

Passos a executar para a migração para software livre num Centro de Recursos Educativos ( CRE )

17092007.jpg

O ideal para que uma migração decorra da melhor forma, é completar a migração em todos os postos, não a faseando, deixando apenas algumas máquinas migradas, pois se assim não fosse, a resistência à mudança das pessoas as levaria a optarem sempre pela máquina não migrada mesmo que fosse apenas uma só.

Sendo assim haverá que escolher bem a altura para a migração, no meu caso, na escola secundária Alexandre Herculano do Porto optei por a executar durante o período das férias de verão, não será má ideia se houver ainda pouco tempo para proceder à migração configurar algum do software com que vão trabalhar em windows, tais como o Mozilla Firefox ou mesmo o Open Office. Antes de tudo haverá que apelar às boas razões da migração, neste caso eram os repetitivos surtos de vírus que ocorriam praticamente durante todos os dias neste espaço.

Segundo passo, escolher uma distribuição adequada ao ambiente. Acabei por optar pelo Edubuntu. Não apenas por ser uma distribuição adequada dados os seus recursos educativos, como também pela preferência e hábito que tenho pelas distribuições baseadas em Debian.

Terceiro, proceder à instalação e configuração das máquinas, neste caso aconselho a que se faça a configuração inicial em apenas uma máquina. Depois, necessitarão apenas de fazer a cópia integral do disco se este for do mesmo tamanho, ou proceder à cópia dos ficheiros com o cp -a ( que serve para fazer o backup dos ficheiros mantendo toda a sua orgânica, como permissões ou links simbólicos ). De seguida indicarei quais as configurações e instalação de software a executar.

Instalação e configuração

Compatibilidade

Pois bem, depois de ter feito uma instalação limpa do Edubuntu, e definido uma password do utilizador "CRE" que deverá só ficar em poder do administrador de sistemas, dever-se-á verificar a compatibilidade de hardware. No meu caso, os postos do CRE eram da marca DELL, uns já antigos - primeiros pentium 4 com 256M de RAM com gráficas integradas.

Em alguns postos deparei-me por vezes com alguns problemas no arranque gráfico (gráficas integradas já antigas) da máquina, que ficava solucionado com um reset, o segundo arranque por norma já era bem sucedido. Decidi então executar vários testes, como reduzir a resolução do usplash editando o ficheiro /etc/usplash.conf, desactivando ou desinstalando o referido pacote, ou em último caso, colocando uma outra placa gráfica.

Instalação e configuração de impressoras

Pois bem, quando à configuração da impressora no meu caso foi simples, dado tratar-se de uma impressora de rede, bastou aceder ao menu sistema/administração/impressoras e adicionar uma nova impressora, esta foi automaticamente detectada e definida, se não tiverem a mesma sorte, ou se se tratar de uma impressora ligada a um PC que está partilhada, dever-se-ão seguir outras opções na instalação da mesma.

Instalação e configuração de scanner de rede

Neste caso, a impressora é uma multifunções com suporte de digitalização e envio por rede ( ou para uma partilha de rede Windows/Samba ) estando configurada para o envio atráves do "nome netbios" que é configurado pelo samba, que por omissão recorre ao "nome unix" da máquina, no caso CRE(X)\tmp sendo o X o nome do posto.

basta apenas instalar o pacote samba (sudo apt-get install samba) criar um directório por exemplo no ambiente de trabalho ou mesmo na homedir do utilizador chamado de "Partilha", e clicar com o botão do lado direito escolhendo a opção "Partilhar uma pasta" definindo como nome de partilha samba tmp( se for assim que a impressora está configurada ) ou editar manualmente o ficheiro /etc/samba/smb.conf pelo que este deverá ser novamente editado para definir o security=share

Instalação e configuração de software adicional

Após isto, deveremos verificar se temos todos os ficheiros de linguagem instalados, para isso deveremos aceder a Sistema/Administração/Suporte de idioma e se depois de aceder à aplicação for perguntado se desejamos instalar os demais ficheiros, respondemos afirmativamente.

Segundo passo deveremos ter em conta a instalação daquele software que toda a gente pede, como por exemplo o plugin de flash ou java, ou mesmo demais codecs, nisto o Ubuntu facilita-nos com o pacote ubuntu-restricted-extras pelo que poderemos instalá-lo com o comando apt-get install ubuntu-restricted-extras ou utilizando o synaptic. Em último caso poderemos utilizar um outro software que nos ajuda a instalar software que é utilizado com frequência pelo utilizador comum que é o automatix que poderá ser descarregado a partir do website http://www.automatix.com

Configurações de Software de Escritório

No openoffice, dever-se-à aceder ao menu Ferramentas/Opções e dentro de openoffice.org seleccionar Memória activando aí o início rápido ou "systray", que tornará o carregamento do openoffice menos demorado.

Segundo passo, configuração dos caminhos, nisto, dever-se-á dentro de openoffice.org na opção Caminhos definir como Os meus documentos o caminho para aquela partilha dada no ponto da configuração do samba para facilitar a organização dos ficheiros com que os utilizadores irão trabalhar, bem como para facilitar o trabalho do administrador de sistemas como por exemplo a criação de um script de remoção de ficheiros com mais de trinta dias.

Terceiro passo configuração do formato dos documentos, em carregar/guardar dever-se-á seleccionar como formato de ficheiro pré-definido os formatos do Microsoft Office, isto por questões de compatibilidade de documentos, não queremos que possa existir a possibilidade de um professor ou aluno guardar um documento e que depois não o possa abrir no computador de casa.

Políticas de segurança

Como qualquer administrador, ninguém gosta que as configurações de desktop sejam alteradas pelos utilizadores. Portanto para isso vamos começar por não permitir alterações nas barras do gnome bem como não permitir trancar o ecrã.

Para isso chamamos o gconf-editor carregando em alt+F2 e escrevendo no executar o gconf-editor. Procuramos pela chave /apps/panel/global definindo o disable_lock_screen e o locked_down. Depois disto desenvolvemos um script para que certas aplicações de personalização, ferramentas como o editor gconf ou mesmo a escrita no ambiente de trabalho não possam ser acedidas pelo utilizador, em anexo o exemplo do script xk_permissions

Depois de tudo configurado, instalado e personalizado procedemos à replicação.

width=750 height=562http://www.escolaslivres.org/files/CapturaEcra_0.png[/img]

( exemplo de uma personalização do ambiente de trabalho )

Replicação da instalação

Para nos facilitar a vida, depois de uma instalação bem configurada e preparada, seguimos para a replicação desta. Neste caso retiramos um disco de uma nova máquina para ser instalada e colocamos ligada a uma já instalada, fazemos o arranque pelo cd de instalação e verificamos com o fdisk qual disco é qual.

ubuntu@ubuntu:~$ sudo bash

ubuntu@ubuntu:/home/cre# fdisk -l /dev/sda

Disco /dev/sda: 160.0 GB, 160041885696 bytes

255 cabeças, 63 setores/trilha, 19457 cilindros

Unidades = cilindros de 16065 * 512 = 8225280 bytes

Dispositivo Boot Início Fim Blocos Id Sistema

/dev/sda1 205 4028 30716280 83 Linux

/dev/sda2 1 204 1638598+ 82 Linux swap / Solaris

Depois disso avançamos para a replicação da imagem com o dd

ubuntu@ubuntu:~$ dd if=/dev/sda of=/dev/sdb

Deveremos esperar até ter uma linha de comandos disponível o que acontecerá quando a cópia se encontra pronta. Finalmente ficamos com duas cópias para continuar a fazer a replicação, agora é cada vez menos tempo para replicar todos os postos, já que agora de forma exponencial estaremos a executar as cópias de todos os postos de trabalho.

Manuais e Formação

Será também de todo o interesse formar os funcionários que por sua vez irão auxiliar os utilizadores do Centro de Recursos, para isso será de todo o interesse desenvolver um manual com pelo menos as perguntas mais frequentes, ou mesmo gastar umas horas na formação dos mesmos. Brevemente deverei publicar um manual com as perguntas mais frequentes e anexarei a este artigo, depois de uma semana de migração verifiquei que uma das perguntas mais frequentes fica pela interacção/troca de dados com os dispositivos externos como as Pens, apesar de mais simples até de se trabalhar, os utilizadores, na sua maioria professores, ainda procuram por proceder aos mesmos "vícios" com que se habituaram, tais como procurar unidades tais como se deparam no Microsoft Windows quando muitas vezes estes dispositivos até se encontram mais visiveis.

Este tutorial ainda se encontra em fase de desenvolvimento.

Espero ter-vos sido útil. :)

------- FIM --------

Copiado de:  http://www.escolaslivres.org/?q=node/18

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