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deathseeker25

Ideal do Open Source alargado a outros campos: Why not?

2 mensagens neste tópico

Isto de estar sem PC é uma seca tremenda. Para nós, ‘PC addicted’s’, estar um dia inteiro sem tocar num computador é um total sofrimento, a não ser que estejamos em boa companhia. Não costumo sentir falta do meu PC quando estou com os meus amigos, ou quando vou para uma festa ou algo do género, mas em época de testes nada melhor que um computador a servir como pretexto para não estudarmos. E foi precisamente antes do mítico e temido teste de Matemática que a fonte decidiu queimar a motherboard e queimar-se a si mesma. Isto das fontes se suicidarem nunca é um acto particular, visto que sempre que uma fonte resolve ficar queimadinha leva outro componente consigo. Para já, segundo o técnico cá da zona, ’só’ levou consigo a motherboard.

Mas não é esse o assunto que me leva a escrever neste dia chuvoso, antes de acabar de ler ‘Os Maias’ de Eça de Queirós, mas sim o facto de ter lido um artigo relacionado com a política do open source. Nada que já não tivesse pensado, nada que já não tivesse sonhado, mas tornar pública uma ideia destas é arrojado (certamente faz líderes de empresas que monopolizam certas áreas rir ás gargalhadas). Como todos sabem, Mark Shuttleworth ganhou o prémio de Personalidade do Ano no Mundo do Open Source. Já se estava á espera desta vitória, mais que justa na minha opinião, visto que este homem não parou este ano. Um multimilionário sul-africano que decide dedicar a sua vida a uma causa, começando pelos investimentos no Ubuntu e continuando na divulgação do open source pelos diferentes povos que habitam este planeta.

No artigo que li, existe uma referência interessante ao ideal por detrás dos termos open source: fala-se em alargar os campos de acção do open source para áreas como a multimédia, que englobam o mundo da música. É lógico que essa será uma batalha interminável se assim o entendermos, visto que as empresas que dominam na área da produção de música não abdicarão dos seus milhões de dólares anuais em prol de uma comunidade, diga-se pequena/média, em expansão numérica e de influências. É normal que, se esta ideia passar do papel para o nosso campo de acção, veremos a Sony BMG, a Valentim de Carvalho, as Britneys todas e os Eminem’s a reclamar pelos seus direitos de músicos, alegando que esse novo ideal contraria todos aqueles com que conviveram no mundo da música enquanto cresciam nesse estatuto, para além de que esse ideal pode fazer com que recebam menos alguns milhões anualmente. É um facto que o caminho poderá ser bastante complicado e todo o processo seria demoroso, sem referir que o ideal nunca se concretizaria pelos meios democráticos (levariam no máximo a um acordo), nem por políticas extremistas (levariam á anarquia e desrespeito pelo(s) próximo(s)). Portanto, assim como todas as ideias ‘puras’ de todos os filósofos e pensadores de todos os tempos, nunca chegaremos a ver na prática todas as concepções que estamos a criar neste momento.

A minha opinião é simples, mas suspeita, visto que sou um defensor do open source. Seria fantástico que realmente existisse liberdade total na produção de música, mas estaríamos a mexer com coisas tão antigas, com tanto pó, tão sistematizadas que colocaríamos em causa todo o trabalho que muitas pessoas têm vindo a desempenhar até hoje. Portanto, por mais atractiva que seja a ideia de alargar os horizontes do open source, fazê-lo implicaria combater em batalhas que não nos levariam a vitória alguma, muito menos sem vencermos primeiro a batalha que temos travado na informática.

Fonte: deathseeker's blog

Escrevi este texto baseado num texto que li. E vocês que acham deste assunto?

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Sou a favor, mas só se os discos de mísica fossem realmente antigos (5 anos :\ lol ) pk os musicos nao podem deixar de ganhar dinheiro so pk o ppl e teso XD

Stay Cool ;-)

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