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PCP propõe adopção de software livre no Parlamento

17 mensagens neste tópico

Sete deputados do grupo parlamentar do PCP apresentaram no passado dia 18 de Julho um Projecto de Resolução designado Iniciativa "Software Livre no Parlamento" que pretende promover a utilização de software livre na Assembleia da República e a adopção de formatos de documento aberto nos sites do órgão legislativo. Bruno Dias, um dos deputados signatários do documento, explica ao TeK que "este é um contributo sério e construtivo do Grupo Parlamentar do PCP que coloca na ordem do dia a necessidade de promover o software livre e a liberdade de escolha dos utilizadores de TIC, desde logo no acesso a informação oficial pública".

O documento parte da recomendação ao Governo para que tome medidas com vista ao desenvolvimento do software livre em Portugal, aprovada por uma resolução da Assembleia da República em Outubro de 2004, mas quer aplicar o mesmo princípio dentro de portas. Por isso mesmo se recomenda a disponibilização de todos os documentos em formato aberto e a instalação em todos os postos de trabalho dos grupos parlamentares e nos serviços da AR de um pacote de ferramentas de produtividade em software livre.

O Projecto de Resolução número 227 (em formato .doc) defende ainda a "programação e desenvolvimento, pelo Centro de Formação Parlamentar e Interparlamentar, de acções de formação orientadas para o uso do Software Livre", assim como de "um plano de migração de aplicações e serviços para Software Livre [...] visando a máxima incorporação de tecnologias Software Livre na Rede Informática do Parlamento".

A proposta deve ser discutida só na próxima sessão legislativa, a terceira deste Governo que se estende entre Setembro de 2007 e o Verão de 2008, mas o seu agendamento não está definido por ter de ser sujeito à decisão do Presidente da AR, ouvida a Conferência de Líderes, o que não acontecerá antes de Setembro.

Em declarações ao TeK, Bruno Dias não quer especular sobre as probabilidades desta iniciativa ser aprovada mas afirma que "por maioria de razão, há todas as condições para apoiar esta nova iniciativa", relembrando que em 2004 foi aprovada na AR uma iniciativa do PCP que recomendava ao Governo a adopção e a promoção do software livre e que outros países como a França e a Itália, já tomaram medidas neste sentido.

Questionado quanto à possibilidade de redução de custos de licenciamento de software que a aprovação desta medida poderia trazer, o deputado do PCP diz que "ainda mais importante do que a questão da poupança que esta medida poderá permitir (e a título de exemplo, refira-se que o Parlamento Italiano aponta para uma estimativa de poupanças na ordem dos 3 milhões de euros), a adopção de software livre na Assembleia da República permite antes de mais ultrapassar uma situação de dependência tecnológica que se verifica em relação a uma única solução (ou a um conjunto muito restrito de soluções)".

"Trata-se de consagrar e exercer uma liberdade de escolha que se tem defendido nos discursos, mas não tanto na prática. Mais importante ainda, trata-se de garantir aos cidadãos essa mesma liberdade de escolha no acesso aos documentos da Assembleia da República", sublinha ainda Bruno Dias.

O documento define prazos para as várias medidas propostas, sendo que a instalação do software aberto, a formação aos funcionários e o desenvolvimento do plano de migração, assim como a adopção de documentos de formato aberto, devem acontecer na próxima sessão legislativa (entre Setembro de 2007 e Julho de 2008). Estas medidas devem depois ser sujeitas a uma análise, antes do Verão de 2008 e que deverá levar a uma nova discussão e resolução, a partir de Setembro de 2008, da opção pela Assembleia da República, "de uma política de adopção plena e exclusiva de Software Livre, tendo em conta as conclusões da avaliação intercalar prevista no número anterior".

O Grupo Parlamentar do PCP tem vindo a apresentar uma série de iniciativas relacionadas com a adopção de software livre, entre as quais se destaca a recomendação ao Governo para o seu uso que foi aprovada em Outubro de 2004, mas que passam também pelo requerimento que pretendia obter esclarecimentos quanto ao memorando assinado com a Microsoft.

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Finalmente alguém com cabeça neste país  :P embora, se não tivessem surgido as notícias desde Itália, duvido que se lembrassem disto :hmm: , mas foi uma excelente ideia da bancada parlamentar comunista. Merece um apoio  ;)

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O PCP não está a inventar nada. O Bloco "já se saiu com uma dessas" há muito mais tempo, só na altura é que ninguem ligou nenhuma a isso e nem se ouviu falar por ai.

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O Projecto de Resolução número 227 (em formato .doc) defende [...]

:hmm:

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O Projecto de Resolução número 227 (em formato .doc) defende [...]

:hmm:

busted.

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Foi em doc para os outros poderem ler -.-

se não os word dos ministros não iam ler

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Não é uma questão de ser busted, nng no parlamento usa OpenOffice para usarem .odt, e .pdf é mt à frente. ;)

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realmente, de certeza que ninguém ia conseguir ler um pdf...

se há coisa que me irrita é ver documentos de serviços públicos, que é suposto qualquer pessoa poder consultar, no formato .doc...

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Já houve planos para a função publica passar para software livre

Já vi varias comissões e grupos de trabalho na segurança social (antigo IIES) para estudar o caso e falo apenas do que sei. A conclusão foi sempre a mesma opensource é muito bonito, mas as nossas aplicações só funcionam no IE sai muito caro mudar tudo.

Isto para não falar dos lobbies e interesses que se movem por detrás a favor do software pago

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A conclusão foi sempre a mesma opensource é muito bonito, mas as nossas aplicações só funcionam no IE sai muito caro mudar tudo.

? Podes explicar melhor? Como é que fazem uma coisa que só é capaz de funcionar num browser? Há uso de aplicações exteriores necessárias para usar no IE para trabalhar?

___

Espero que o PCP defenda OS pela sua qualidade apresentada mostrando vantagens económicas e não se fique a defender ideologias, porque senão fica a falar sozinho e nada muda.

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A conclusão foi sempre a mesma opensource é muito bonito, mas as nossas aplicações só funcionam no IE sai muito caro mudar tudo.

? Podes explicar melhor? Como é que fazem uma coisa que só é capaz de funcionar num browser? Há uso de aplicações exteriores necessárias para usar no IE para trabalhar?

___

Espero que o PCP defenda OS pela sua qualidade apresentada mostrando vantagens económicas e não se fique a defender ideologias, porque senão fica a falar sozinho e nada muda.

Não estará ele a ironizar?

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Não, muitas aplicações precisam do IE para funcionarem correctamente. Tenho o mesmo problema, embora apenas numa ou outra situação pontual. Não posso falar de todas as aplicações usadas nos diversos serviços do governo, porque naturalmente não as conheço, mas pelo que conheço do software tipo é natural que as aplicações necessitem do IE, ou do Office, por exemplo. Uma aplicação que exporte dados para um formato Excel, por exemplo, irá muito provavelmente usar o MS Excel, e não funciona se o mesmo não estiver instalado. Isso torna impossível a troca de software para software livre.

O pessoal esquece-se muita vez que trocar para software livre acarreta muitos custos, o que pode tornar a mudança muito difícil, senão impossível.

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Para não falar na quantidade te técnicos que estão têm formação numa determinada plataforma e que não dominam nenhuma outra, isso tem custos muito caros.

CR_

No caso dos browsers, o exemplo mais básico que te dou é a questão dos layouts, que por estarem mal feitos não rendem bem no ff, ou então aplicações usam controlos ocx

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Tenho a certeza que alguns programadores dariam de bom grado o seu contributo nessa questão do IE. :confused:

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Sim isso pode ser verdade, mas a questão de mudança é muito complicada. Se fizerem as contas ao custo que essa mudança tem a curto prazo os valores são muito elevados, e no caso de uma instituição pública o tempo de inactividade/actividade limitada não se traduz apenas em custo para o estado/cidadãos mas em trabalho que ao não ser feito ou ao ser atrasado irá mexer em outras questões.

É claro que gostava de ver o software a mudar para software livre mas temos de ser realistas é muito difícil. Esquecendo todas as questões políticas e de vontade, ou neste caso, falta de vontade politica para mudar e centrando a questão apenas em problemas técnicos e empresariais, é muito dificil fazer essa mudança, e os riscos são muito elevados.

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É difícil mas não impossível. Poder-se-ia fazer uma mudança por fases. Ou seja, primeiro modificar-se-ia as workstations e os clientes dos sistemas mantendo a arquitectura da parte dos servidores. Numa segunda fase, os servidores seriam também mudados.

Mas é o que dizes, é fácil falar, fazer, bom, já é mais difícil. :confused:

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Nesse caso as mudanças têm de ser feitas a médio/longo prazo, ir melhorando a compatibilidade e depois mudar para algo mais vantajoso (e que, já agora, não fique dependente de uma única plataforma) , não queremos pôr Open Source para dar prejuízo. Era preciso um  bom plano de mudança até porque as aplicações que agora são incompatíveis não ficam para sempre.

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