• Revista PROGRAMAR: Já está disponível a edição #53 da revista programar. Faz já o download aqui!

Ridelight

Portugal aposta no investimento em inovação e nanociências

1 mensagem neste tópico

Uma reforma e modernização das universidades na Europa, um maior investimento em inovação e desenvolvimento público e privado e uma especial atenção às nanociências e nanotecnologias são algumas das prioridades da presidência portuguesa da UE para a área das ciências e tecnologias.

«A presidência Portuguesa pretende contribuir com um novo impulso na concretização da Estratégia de Lisboa em matéria de ciência e tecnologia», afirmou hoje na capital portuguesa o ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior.

Durante a sua última presidência da União Europeia, em 2000, Portugal apresentou um conjunto de medidas que visavam tornar a Europa um espaço mais competitivo à escala global, baseando a aposta no conhecimento e na inovação como factores de competitividade, coesão e emprego. Estas medidas ficaram conhecidas como «Estratégia de Lisboa».

Falando no primeiro encontro oficial da Presidência Portuguesa em matéria de Ciência e Tecnologia - que reuniu pela primeira vez o Conselho Europeu de Investigação (ERC, sigla em inglês) em Portugal e contou com a presença do comissário europeu para a Ciência e Investigação, Ianis Janez Potocnik - o ministro Mariano Gago sublinhou a importância central que a ciência e a investigação têm para a criação de economias e sociedades de conhecimento.

De acordo com o governante português, num momento em que a Comissão Europeia lança o Livro Verde sobre o Espaço Europeu de Investigação, a «presidência pretende convocar para o debate sobre o futuro da política científica e tecnológica, bem como para a sua acção à escala nacional e internacional, todos os actores relevantes para esta área de desenvolvimento na Europa».

«Sabemos que é necessário mais investimento público e privado em investigação e desenvolvimento (I&D), pelo que em primeiro lugar a presidência pretende desenvolver políticas e programas que estimulem um maior investimento», afirmou Mariano Gago.

O ministro lembrou que a União Europeia ainda não atingiu a meta de um por cento de investimento público ou dois por cento de investimento privado em I&D, definida na cimeira de Barcelona (Espanha), mas mostrou-se confiante, uma vez que «em muitos países» se assiste a uma aceleração do investimento público nessa área assim como a uma renovação e diversificação dos instrumentos de política científica.

«A Europa também precisa de mais cientistas e emprego científico, pelo que a presidência pretende desenvolver políticas de recursos humanos qualificados em Ciência e Tecnologia», adiantou, sublinhando que «sem recursos humanos altamente qualificados, as metas da estratégia de Lisboa não serão alcançadas».

Além destes objectivos, e no «seguimento do trabalho efectuado pela CE», Mariano Gago adiantou ainda que a presidência vai estimular o debate para «uma política europeia de edição e informação científica e técnica, designadamente em matéria de bibliotecas científicas digitais, que envolva todos os actores interessados».

Uma aposta europeia nas nanociências e nanotecnologias e a contribuição para um movimento de modernização do ensino superior na Europa, com especial relevo à abertura, diversificação e internacionalização das universidades no contexto de redes de investigação e formação avançada são outras prioridades da agenda portuguesa para os próximos seis meses.

Questionado pela agência Lusa sobre o que espera da presidência Portuguesa e quais deverão ser as suas prioridades nesta área, o comissário europeu Ianis Janez Potocnik disse «esperar que Portugal dê seguimento aos esforços que a Europa tem vindo a desenvolver no domínio da ciência e tecnologia», sublinhando a sua «plena confiança na experiência do ministro Gago».

«As prioridades, embora poucas, foram bem escolhidas e vão permitir esclarecer o que será o futuro da política científica e tecnológica europeia», acrescentou, destacando em especial a importância da aposta na área das nanociências e nanotecnologias, assim como na reforma e modernização das universidades na Europa.

«Não podemos competir numa sociedade do conhecimento se não estivermos à frente da sua produção», frisou o comissário, garantindo que a Europa «está no bom caminho, uma vez que o conhecimento se encontro no topo da agenda política comunitária».

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Crie uma conta ou ligue-se para comentar

Só membros podem comentar

Criar nova conta

Registe para ter uma conta na nossa comunidade. É fácil!


Registar nova conta

Entra

Já tem conta? Inicie sessão aqui.


Entrar Agora