• Revista PROGRAMAR: Já está disponível a edição #53 da revista programar. Faz já o download aqui!

filip_e

História da Matemática

18 mensagens neste tópico

História da Matemática

Desde os tempos de Hamurábi--sexto rei (1793-1759 a.C.) da primeira dinastia da Babilônia--os babilônios possuíam um sistema numérico e uma geometria. No sistema de numeração eles adotavam tanto a base quanto o modo de ler, variável e os sinais usados para representar os números eram cuneiformes, isto é, antigas escritas (dos Assírios, persas e medos) cujos caracteres tem a forma de cunha. Os babilônios empregaram sistemas decimais e frações sexagesimais, os mais usados nas tabelas para calcular peso e volumes. Os astrólogos, que procuravam relacionar os acontecimentos diários com a posição dos astros, promoveram algum aperfeiçoamento empírico, estabelecendo regras operacionais e resolvendo alguns problemas aritméticos. São conhecidos vários documentos que contém tábuas de multiplicação, de divisão, de quadrados e raízes quadradas, de cubos, de progressões aritméticas e geométricas e algumas tabelas particulares provavelmente empregadas em cálculos especiais. O maior número que integra os documentos já decifrados é da ordem de 608. O sistema de frações sexagesimais, foi transferido para a Grécia e posteriormente para a Europa, sendo até hoje clara a sua influência, que se perpetuou através do hábito de medir o tempo e os ângulos.

Papiro Rhind

No Egito antigo foram obtidos empiricamente uma grande quantidade de regras matemáticas possibilitando a solução de numerosos problemas aritméticos e algébricos. A falta de conhecimentos existentes naquela época chegaram posteriormente através de alguns papiros, dos quais o mais famoso é o Papiro Rhind, decifrado em 1877 contendo algumas regras sobre operações com frações. Este documento data do século XVII a.C. e teria sido copiado pelo escriba Ahmes de outro documento ainda mais antigo, ou seja, data do século XIX a.C. O modo pelo qual operavam as frações permitiu identificar as regras dos sistemas de numeração empregados. O estabelecimento do ano de 365 dias pertence, também aos egípcios.

Os documentos decifrados da antiga civilização maia mostram que as tribos que habitavam a América conheciam e empregavam um sistema de numeração de base vinte e que tudo indica, tenha sido introduzido paralelamente ao estabelecimento de seu calendário. Representavam seus números por meio de pontos e barras, sendo que o ponto representava uma unidade e a barra um conjunto de cinco pontos. Usavam também outro tipo de representação, em que cada número menor do que 20 tinha sua própria figura, em geral semelhante a cabeças humanas.

Vários povos do passado utilizavam não só as propriedades da geometria, caracterizada na Grécia como ciência, como também possuíam suas próprias regras a fim de realizarem medições de áreas e volumes. Os babilônios e os assírios, por exemplo, conseguiram reunir muitos conhecimentos de astronomia, mediante cálculos que realizavam sobre observações sistemáticas, sabendo calcular áreas de triângulos e quadriláteros, volumes de primas e de pirâmides. Ademais, tinham noções a respeito de semelhanças entre triângulos e de algumas relações entre triângulos e círculos, sabendo dividir a circunferência em arcos iguais. Os egípcios mediam com perfeição áreas de inúmeras figuras, volumes de alguns poliedros e até mesmo de corpos redondos. Conheciam, também, muitas propriedades dos triângulos, em particular aquela que mostra que o triângulo de lados 3, 4 e 5 é retângulo, passando-se a se chamar triângulo egípcio, e que empregavam para traçar ângulos retos.

Todos esses conhecimentos eram obtidos exclusivamente através de tentativas constituindo-se apenas um simples conjunto de receitas.

As matemáticas começaram evoluindo através dos gregos que atribuíram aos egípcios a origem da Geometria aproximadamente 3.000 a.C. e aos fenícios a invenção do cálculo.

Cabe salientar que em seu devotamento ao estudo dos fenômenos celestes, os babilônios foram, antes dos gregos, os que mais se aproximaram da ciência. Segundo Platão, o céu foi o grande mestre do cálculo dos homens. Deram aos caldeus a oportunidade de inventar a numeração sexagesimal. Os gregos criaram, com a finalidade de estudar, uma ciência especial denominada Esférica, para cujo desenvolvimento os alexandrinos constituíram a Trigonometria e, durante a Renascença, foram inventados os logaritmos.

Os primeiros filósofos gregos trouxeram da terra dos faraós os elementos básicos da Geometria. Dentre os filósofos destacamos abaixo, os gênios, os quais se deve a constituição do que chamamos as matemáticas elementares.

Tales (cerca de 640-547 a.C.) como um dos mais antigos representantes da mais remota fase da matemática grega, atribuindo-se importantes trabalhos referentes semelhança de triângulos, emprego de arcos de círculos para medição de ângulos, a medida da altura de um monumento pela sombra projetada, a explicação dos eclipses do Sol e da Lua.

Entre os discípulos de Tales, destacaram-se Anaximandro, mais astrônomo que geômetra, considerado o primeiro autor de uma carta geográfica e inventor das esferas celestes; Anaxímenes, que estudou a quadratura do círculo e desenvolveu métodos de medidas dos ângulos; e Anaxágoras, que se consagrou como filósofo.

Pitágoras (cerca de 580-500 a.C.), de Samos, que conseguiu reunir grande soma de conhecimentos matemáticos. A escola dele, procurava justificar todas as coisas através dos números e em muitos aspectos se assemelhava a verdadeira seita mística. O famoso teorema que afirmava ser o quadrado construído sobre a hipotenusa de um triângulo retângulo equivalente soma dos quadrados construídos sobre os catetos foi a maior glória e, paradoxalmente, a maior derrota dessa escola. Como não tinham a noção de número irracional, não conseguiram explicar a incomensurabilidade entre o lado e a diagonal de um quadrado. Os princípios que defendiam foram objetos de severas críticas do gênio percuciente de Zenão e terminaram desacreditados. Entre seus mais notáveis representantes encontra-se Arquitas de Tarento, cujo maior mérito consistiu em apresentar uma solução para o problema de duplicação do cubo; a ele são também atribuídas numerosas invenções mecânicas.

Platão (429-347 a.C.) e Aristóteles ocuparam-se também das matemáticas, com a genialidade que marcou todas as participações desses dois sábios, porém não apresentaram contribuição pessoal ao conhecimento matemático propriamente dito, dedicando-se a realizar críticas sobre métodos e normas de raciocínio.

A ciência helênica estendeu-se em seguida à Sicília e ao Sul da Itália, passou novamente pelo mar Egeu e fixou-se, enfim, em Alexandria, onde brilharam os mais ilustres matemáticos da Antiguidade, sendo dessa época os seguintes filósofos:

Euclides (século III a.C.) foi o primeiro grande matemático, organizando uma extraordinária síntese dos conhecimentos anteriores, subordinando-os a regras lógicas convenientes e extraindo suas mais importantes consequências. Seus Elementos, que fundavam o método axiomático, constituem um prodigioso exemplo, único em toda a história da ciência, de um livro que serviu a gerações sucessivas de estudantes durante mais de dois mil anos.

Arquimedes (287-212 a.C.) por muitos considerado o maior matemático de todos os tempos, foi o original inventor de métodos novos em geometria, todos de extraordinário engenho. Desenvolveu a teoria das alavancas, fundou a hidrostática e a teoria dos corpos flutuantes, foi inventor de incontáveis aparelhos de aplicação prática, aperfeiçoou o método da exaustão e com ele obteve importantes resultados. Resolveu inúmeros problemas de quadratura, estudou os corpos redondos (esfera, cone e cilindro), enunciando suas principais propriedades, estudou várias curvas entre as quais a espiral, desenvolveu muitas propriedades no campo da aritmética, sendo sua influência marcante e até hoje são estudados os teoremas, as suas contribuições na física e na engenharia.

Apolonio de Perga (fim do séc. III e início do séc. II) foi outro grande geômetra, criador da teoria das cônicas, tendo realizado minucioso estudo a respeito destas curvas, servindo de base, seus trabalhos, para as grandes conquistas da astronomia da era moderna.

Eratóstenes (275-195 a.C.) era um astrônomo, descobriu um sistema para medir a circunferência da terra, interessava-se por filosofia, história, poesia, geografia e matemática.

O desenvolvimento das ciências matemáticas entre os séculos V e II antes de Cristo compreende, de uma parte, a teoria das razões e das progressões, tratada especialmente na música, e, de outra, a formação, ao lado das ciências teóricas, dos ramos considerados como concretos: a Geometria subordinou-se à Geodésia e a Aritmética à Logistica, para a qual se constituíram especialmente os métodos algébricos. Desde a época de Euclides a Astronomia deu origem à Gnomônica e também à Geometria Matemática. Surgiu, enfim, a mecânica. As idéias errôneas de Aristóteles (384 a 322 a.C.) acerca do movimento entravaram, porém, a criação da Dinâmica e, na Estática, o princípio fundamental da composição das forças não chegou a ser definido.

Submetido ao domínio romano, o mundo helênico apenas conservou o tesouro acumulado dos conhecimentos. Em Alexandria, durante um longo período (até o século VI a.C.) desenvolveu-se uma notável escola de grandes matemáticos destacando-se dentre seus representantes quatro gênios que citaremos abaixo:

Menelau (séc. II a.C.) dedicou-se a estudar as propriedades da esfera, e seus resultados muito contribuíram como pioneiros distantes da trigonometria esférica.

Ptolomeu (séc. II d.C.) através de sua obra principal, Almagesto, a par da imorredoura contribuição à astronomia, apresenta muitos estudos matemáticos, entre os quais uma tabela para cálculo de cordas e arcos.

Pappus ou Papo (fim do séc. III d.C.) foi criador da Trigonometria, realizou um estudo crítico dos conhecimentos anteriores, e apresentou numerosas contribuições originais à geometria e à aritmética. A Coleção matemática, que reúne seus principais trabalhos, serviu de inspiração para muitos matemáticos posteriores, durante bastante tempo.

Diofante (séc. III d.C.) foi criador da Álgebra, contribuiu significativamente para aritmética e particularmente para a teoria dos números, estudando numeroso grupo de propriedades e efetuou uma revisão cuidadosa dos princípios que inspiravam as teorias sobre operações e solução de problemas.

Os primórdios da Idade Média assinalaram da Europa Ocidental a paralisação das Matemáticas teóricas e, até mesmo, sua decadência.

Na Idade Média e na Renascença difundiu-se no Ocidente a ciência dos gregos, dos árabes e dos hindus. Os príncipes árabes e os mongóis estimularam o estudo das matemáticas e mandaram traduzir as obras gregas de Bizâncio, mas prenderam-se sobretudo para a ciência da Ándia.

Os árabes adotaram o sistema de numeração escrita dos hindus; denominaram a Geometria--handasa (arte hindu); utilizaram, também, na Trigonometria o seno (em lugar da corda) e a tangente. Embora não tivessem tido trabalhos originais, transmitiram ao ocidente latino, juntamente com os elementos da ciência grega, os processos do cálculo numérico (com os algarismos modernos) e os do cálculo algébrico. Contudo, a álgebra árabe não ultrapassou o segundo grau.

Na antiga civilização hindu foram cultivados métodos matemáticos e sua astronomia também se desenvolveu bastante, embora pouco se conheça a respeito.

Bhaskara cuidou de soluções para equações e descobriu duas relações notáveis entre arco e corda que conduziam a razoável aproximação para o irracional raiz de 2; demonstrou graficamente o teorema de Pitágoras e estudou relações entre círculos, triângulos e retângulos.

Brahmagupta iniciou a análise indeterminada do segundo grau, sendo autor de um famoso tratado de astronomia, "Siddhanta", onde oferece contribuições originais à matemática.

A Álgebra hindu não empregava símbolos, porém exerceu importante influência nos trabalhos posteriores.

Na Antiguidade, merece especial referência a matemática dos árabes, principalmente por terem sido os mantenedores das tradições gregas, que introduziram na Europa. Traduziram as grandes obras gregas tais como os "Elementos de Euclides" e alguns trabalhos de Arquimedes, Menelau e Ptolomeu. A figura de maior destaque é a do astrônomo e matemático al-Khwārizmī, que teria sido bibliotecário do califa al-Mamun por volta do ano 830. Sua obra foi claramente influenciada por Euclides e Diofanto e sua própria influência foi considerável, inclusive nos primórdios da civilização ocidental.

Com o surgimento da Renascença (séculos XV e XVI, e que se baseava, em grande parte, na imitação da antiguidade grega) manifestou-se, também, no domínio da matemática aparecendo novos métodos e idéias fortalecendo assim as ciências das matemáticas. É considerável o papel das Matemáticas no pensamento e na civilização contemporâneos. São a linguagem das ciências e a seu emprego deve-se a edificação da técnica e da ciência atuais.

A Matemática é uma palavra que originou-se na Grécia derivada do grego "mathematike" e do latim "mathematica" cujo sentido geral é a ciência que se ensina. Podemos, também, defini-la como sendo a ciência que estuda, por meio do raciocínio dedutivo, as propriedades dos entes abstratos (números, figuras geométricas, funções, espaços, etc ), bem como as relações que se estabelecem entre eles ou o estudo da quantidade dos corpos, abstração feita da natureza dos corpos, pertencendo à Cosmologia a natureza da quantidade.

Outro conceito que me parece mais abrangente e dentro de uma lógica contundente é o seguinte:

"Matemática é um conjunto de disciplinas lógicas que tratam das relações existentes entre grandezas e operações, reúne métodos pelos quais essas relações são dedutíveis de outras conhecidas ou supostas. É, em suma, a ciência das relações de grandeza, ordem, forma, espaço e continuidade".

Como podemos observar, a extensão, a complexidade e a variedade das Matemáticas contemporâneas tornam difícil dar-lhes uma definição concisa. Emile Borel em seu artigo "A Definição em Matemática"(*), escreveu: "Cada vez mais as Matemáticas aparecem como a ciência que estuda as relações entre certos seres abstratos, definidos de modo igualmente abstrato, sob a única condição de tais definições não implicarem contradição". (*) F. Le Lionnais, Les grands courants de la penseé mathématique.

A noção que pertence às estruturas básicas das construções matemáticas é a da grandeza, isto é, a noção primitiva (que todos possuem sem saber explicá-las ) graças a qual é possível distinguir quantitativamente dois conjuntos de objetos ou, em outras palavras, perceber quando alguma coisa é maior que outra. Essa noção conduziu ao conceito de quantidade, ao de unidade, ao de medida e ao de número como medida da quantidade.

O conceito de ordem, ou seja, a qualidade que permite ao homem conhecer entre dois fatos sucessivos aquele que foi anterior ou posterior, ou distinguir o antecedente do consequente, é também uma noção primitiva. O escoar do tempo e as importantes noções de simultâneo e de sucessivo estão intimamente ligados ao conceito de ordem. Assim sendo, concluímos que são construídos sobre esta idéia fundamental de ordem, todos os sistemas de numeração como também muitos mecanismos lógicos.

A noção de forma, qualidade que possibilita comparar os diferentes aspectos dos objetos e saber quando são iguais ou quando são diferentes, e que também se possui desde a infância, deve, igualmente, ser incluída entre as bases intuitivas do pensamento matemático.

A idéia de posição, meramente relativa e que permite saber se, à medida que o tempo passa, a distância entre dois objetos permanece inalterável ou sofre modificações.

A importante noção de continuidade, que intuitivamente está ligada à imagem de uma curva ou de uma superfície, e que criou no séc. XIX sérias controvérsias a respeito da validade e do rigor dos métodos matemáticos anteriormente adotados, constitui também um dos fundamentos das construções matemáticas.

Todos esses conceitos foram introduzidos na matemática mediante percepções intuitivas e possuem íntima relação com objetos materiais e com figuras geométricas. No entanto, à medida que o pensamento matemático foi caminhando no sentido da abstração, o raciocínio desligou-se das figuras. Dessa maneira, as idéias que apareciam vagas e confusas foram adquirindo precisão e os métodos da análise matemática, livres de qualquer intuição geométrica, permitiram o gradativo refinamento dos conceitos básicos e uma concatenação mais rigorosa entre as proposições fundamentais.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

No século XV foi fundada por Regiomontanus (1436-1476) a Trigonometria moderna. Empregando, pela primeira vez, os sinais + (mais) e - (menos) J. Widmann d'Eger usou para designar a adição e a subtração. Depois de Copérnico (1473-1543), as hipóteses complicadas de Ptolomeu foram abandonadas. Com Kepler (1571-1630), as cônicas tiveram sua aplicação nas órbitas planetárias. Neper (1550-1617) inventou os logaritmos. O fim da antiga Álgebra foi assinalado aquando da resolução da equação do terceiro grau. O século XVII viu o desenvolvimento dos métodos algébricos modernos iniciados por Viète (1540-1603) e sua aplicação à Geometria. Nessa época, destacaram-se Descartes (1596-1650), Fermat (1601-1665) e Pascal (1623-1662). Na Mecânica, foram descobertos por Galileo (1564-1642) os verdadeiros princípios da Estática e da Dinâmica, tendo sido sua obra completada por Huygens (1629-1695). No fim do século XVII e no princípio do século XVIII, após longas discussões, surgiu o Cálculo Infinitesimal (Cálculo Diferencial e Integral) graças aos gênios de Newton (1643-1727) e Leibniz (1646-1716).

Posteriormente a essa descoberta, a ciência pura teve considerável desenvolvimento com Varignon (1654-1722), Jacques Bernouilli (1654-1705) e seu irmão João Bernouilli (1667-1748), G. de L'Hospital (1661-1704), Taylor (1685-1731), MacLaurin (1698-1746), D'Alembert (1717-1783), tendo uma posição de grande destaque Euler (1707-1783).

A época contemporânea caracterizou-se principalmente na França--centro de cultura da matemática--pelo desenvolvimento da Teoria das Funções e particularmente das Funções da Variável Complexa, da Geometria Projetiva e do Cálculo das Probabilidades, empreendendo-se um exaustivo trabalho de crítica que terminou por promovendo uma completa reconstrução da geometria e da aritmética. Os matemáticos modernos são muito mais exigentes, no que se refere ao rigor, que os do passado, e por isso muitos métodos de demonstração, muitos recursos de prova que pareciam perfeitamente razoáveis e satisfaziam aos sábios do século XVIII passaram a ser repelidos e desprezados. Citemos Liouville (1809-1882), Puiseux (1820-1883), G. Halphen (1844-1889), Cayley (1821-1895), J. Bertrand (1822-1900), Darboux (1842-1917), Cantor (1845-1918), G. Humbert (1859-1921), Camilo Jordan (1838-1922), Mittag-Leffler (1846-1927), Boussinesq (1842-1929), Appell (1855-1930) e Painlevé (1863-1933).

O pensamento matemático moderno está dotado de um completo aparato de sutilezas que em muito se afasta da lógica tradicional de Aristóteles e dos métodos da geometria grega. Querem alguns autores que esse novo conjunto de recursos dedutivos constitua uma complementação da lógica clássica, sendo o raciocínio dedutivo. Outros acham que a lógica moderna é uma construção audaciosa do engenho humano, cujas origens remontam aos trabalhos de Leibniz, e que procura reduzir o raciocínio dedutivo a simples modificações de fórmulas, formando esquemas totalmente novos e introduzindo inovações essenciais. Os métodos empregados pela moderna lógica conseguem substituir as longas cadeias de silogismos por simples transformações algébricas que se efetuam mecanicamente e produzem resultados mais fecundos e rigorosos.

Nessa época, a França destacou-se com o aparecimento da Geometria Descritiva, da Teoria das Funções, Geometria Projetiva e Cálculo da Probabilidades. Os seus mais distintos matemáticos foram:

Lagrange (1736-1813), Monge (1746-1818), Carnot (1753-1823), Poinsot (1777-1859), Poisson (1781-1840), Poncelet (1788-1867), Cauchy (1789-1857) e Coriolis (1792-1843).

O movimento matemático estendeu-se, em seguida, por toda Europa, com o húngaro Bolyay (1775-1856), o russo Lobatchewsky (1793-1856), os ingleses Green (1793-1841) e Hamilton (1805-1865), os noruegueses Abel (1802-1829) e Sophus Lie (1842-1899), e os alemães Gauss (1777-1855), Plucher (1801-1868), Jacobi (1804-1851) e Riemann (1826-1866).

Referência especial deve ser feita a H. Poincaré (1854-1912). Entre os matemáticos atuais, citaremos: Picard (1856-1941), Goursat (1858-1936), E. Cartan (1869-1951), Borel (1871-1956), Drach (1871-1949), Lebesgue (1875-1941), De Broglie (1892- ?), Julia (1893 - ?), Volterra (1860-1940), Fredholm (1866-1927), Klein (1849-1923), Hilbert (1862-1943), Jacques Hadamard, Paul Montel, Maurice Fréchet, Henri Villat e Charles De La Vallé-Poussin.

Com seus trabalhos sobre a relatividade, realizando uma verdadeira revolução nos domínios da Geometria e da Mecânica, não podemos de enfocar o gênio da ciência Albert Einstein (1879-1955).

Quem tiver paciência que leia aqui a Historia da Matemática

Site

Ps: Foi msm para iniciar esta secção :D

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Faz uma pesquisa no google assim:

Google Search: Com seus trabalhos sobre a relatividade, realizando uma verdadeira revolução nos domínios da Geometria e da Mecânica, não podemos de enfocar o gênio da ciência Albert Einstein ( 1879-1955 ).

Aparecem-te logo duas fontes...

Fazer uma copia integral e nao citar o autor é no mínimo eticamente incorrecto.

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
Citação
Faz uma pesquisa no google assim:

Google Search: Com seus trabalhos sobre a relatividade, realizando uma verdadeira revolução nos domínios da Geometria e da Mecânica, não podemos de enfocar o gênio da ciência Albert Einstein ( 1879-1955 ).

Aparecem-te logo duas fontes...

Fazer uma copia integral e nao citar o autor é no mínimo eticamente incorrecto  ;)

Concordo...põe lá a fonte... ;)

Se fosse ao contrário tambem não acharias correcto né?Alem de que não custa nada....

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

kdo vi este post so me apeteceu mandar-te uma bufarda daquelas de ficares com o nariz para tras...

tipo ja tou com matematica pelos :shock: ah 15 dias que estudo matematicas ... B) eh Analise matematica, eh matematica discreta.... BUAAAA PRESSEGUIÇÃO... n eh justo!

LOL Na brinca rapaz! Bom texto :D

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

pá...

tenho exame a geologia segunda feira...

terça a matemática e não sei como raio me vou safar.. bolas!

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
dou 1 biscoito a kem ler isso tudo!  :P

lol

se for do 12o ano eh oferecido..... Very Happy

pá... espero que seja...

nunca tive a disciplina, ma tb ta calor demais pa pegar no livro...

bolas.. que dilema...

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

tive a "estudar" para geologia...e doem-me os olhos mais do k kuand estou horas em frente ao PC :shock: ...ainda dizem k o pc faz mal :D

mas falando de matematica only one word "FUCKYOU" :!:

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites
tive a "estudar" para geologia...e doem-me os olhos mais do k kuand estou horas em frente ao PC :shock: ...ainda dizem k o pc faz mal :D

mas falando de matematica only one word "FUCKYOU" :!:

LOL...mas vai-te preparando que matemática é já na terça.... 8)  8)

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Heyas,

muito interessante sim senhor.

Alguem conheceu (nao pessoalmente) um senhor chamado Paul Erdos ??

Quem foi ???

Errrr.....foi so o 2º matematica mais prolifero de todos os tempos......e viveu no secXX !!!

Nao conhecem o homem ? Nunca ouviram falar de "O numero de Erdos" ?

O homem era tao bom que os seus pares tinham medo que ele visse os problemas os quais estavam a tentar resolver.

Certo dia, Paul Erdos entra na sala de chá da Universidade de Princeton e encontra um problema escrito num Whiteboard. Dirige-se para la e repara que é algo relacionado com Processos Estocasticos, uma area em que ele NAO sabia nada. Perguntou pelo autor, e qd o encontrou colocou-lhe algumas questoes sobre a sintatica (o problema dele era perceber algumas das teorias que estavam escritas no whiteboard). Quando lhe esclareceram todas as duvidas, vira-se para o quadro e resolve o problema......o homem era o terror !!! É que na comunidade cientifica existe uma guerra feroz em se escrever os artigos cientificos a SOLO...e sempre que o gajo conseguia resolver qq coisa, la tinha de vir o nome dele......era tao chato !!

Quando ele morreu em 1994, com 84....estava a dar um seminario a provar mais um problema pendurado....trabalhou e escreveu ate morrer - literalmente!!!

Ate entao era uma treta ter de escrever artigos com ele....agora, os co-autores dos trabalhos tem um "Numero de Erdos".

Quem trabalhou directamente com ele, tem o nº1. Quem trabalhou com directamente com um nº1, tem o nº2...e assim sucessivamente.

Albert Einstein foi um Nº2 de Erdos. Conjectura-se que TODOS os matematicos que tenham um artigo publicado terao certamente um nº de Erdos....e quem tem os nºs mais baixos sao considerados "Suprasumos da batata" !!

Fantastico...

By the way, Paul Erdos publicou qq coisa como 1000 e tal artigos...um numero que podera nao surpreender, MAS quando um matematico de TOPO em final de carreira tem em media uns 30 a 40 artigos... (!!!)

Enfim, a beleza da matematica....

Fiquem bem,

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

curti bues  a historia que contaste.... lololol

onde a foste buscar....  :cheesygrin:

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Boa tarde

Tive de ferias e só agora tive oportunidade de ver este post, não quero deixar de dar os parabéns ao pessoal pelos posts.

Eu efectivamente conhecia o matemático Paul Erdos. Aliás aproveito para deixar aqui uma dica para quem quiser saber mais sobre este matemático:

Titulo:”O Homem que só gostava de números”

Autor: Paul Hoffman

Editor: Gradiva

Colecção: Ciência Aberta

ISBN:972-662-722-2

PS: não tenho qualquer interesse comercial relacionado com o referido livro, ou com qualquer outra das entidades mencionadas.

Cumprimentos

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Este post está brutal!!!muitos parabéns:)

No entanto para mim a matemática passa por saber calcular e aplicar a regra de 3 simples:)ehehe:)

brincadeira;)

Grande abraço:)

0

Partilhar esta mensagem


Link para a mensagem
Partilhar noutros sites

Crie uma conta ou ligue-se para comentar

Só membros podem comentar

Criar nova conta

Registe para ter uma conta na nossa comunidade. É fácil!


Registar nova conta

Entra

Já tem conta? Inicie sessão aqui.


Entrar Agora