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deathseeker25

GNU=comunismo? Nem pensar....

4 mensagens neste tópico

Encontrei um artigo que me deixou a pensar na parte ideológica do movimento GNU e inclusivé nas verdadeiras intenções da licença GPL. Acontece que não sou nenhum supra-entendido na matéria, nem sequer um seguidor incondicional do mundo GNU/Linux e muito menos um conhecedor de todas as limitações da licencça GPL. Mas dizer que todo este movimento é fundamentado por ideias comunistas é, na minha opinião, um erro muito grande.

O autor começa por fazer um bom encadeamento de ideias e refere aspectos como a ‘Hacking Culture’ seguida do crescimento da Internet, que teve como consequencia uma divulgação e vulgarização da cultura Hacker. Isto porque a cultura hacker com o aparecimento e divulgação da Internet, passou a ser algo mais global e menos restrito como anteriormente o tinha sido, onde a sua divulgação passava quase exclusivamente pelos meios universitários. O aparecimento da Internet fez com que os hackers pudessem partilhar mais facilmente os seus códigos, alterá-los e redistribuí-los, criando assim aplicações que começavam a fazer frente ao mercado das aplicações criadas pelas empresas.

Inicialmente, o movimento open-source tinha como objectivos a distribuição do código das aplicações criadas pelos programadores, aquisição de conhecimentos técnicos com objectivos económicos. Portanto, os programas open-source eram vendidos a particulares e a empresas. Foi aí que se quis dar a este movimento uma vertente ética e ideológica e nasceu um novo movimento designado por Free Software movement ou GNU movement .

E é a partir daqui, segundo a minha opinião, que o autor começa a disparatar. Começa por dizer que acusar qualquer entidade ou organização de monopólio de mercado e gritar pela liberdade é o primeiro sintoma do comunismo. Diz ainda que esta situação é injusta porque quando os compradores têm de optar por um ideal, optam pelo que tiver melhor fundamento ético e moral, sendo que empresas como a Microsoft sofrem com essas opções, visto que se preocupam em vender o seu produto em vez de adoptarem um ideal. Segundo o autor, isso leva a que as empresas tenham de fazer transformações muito grandes para conseguirem combater os ‘ideais comunistas’ das não-empresas da concorrência.

Até aqui não consigo perceber onde é que o autor fundamenta a sua opinião. Apenas trata de fazer acusações sem fundamento técnico.

Agora pergunto eu: e se estivessemos submetidos ao tal ‘monopólio’ que o autor tanto se farta de referir como ‘o seu ponto de vista’ ? Provavelmente teríamos um sistema operativo mais retrógado, menor vontade de evoluír por parte da Microsoft ou da Apple e um sentido ideológico quase nulo, ou mal fundamentado.

Não é o Linux uma opção de escolha válida? Que seria de nós se não tivessemos mais opção de escolha? Com estas duas perguntas ( e certamente com mais algumas) toda a tese do autor cai pelo esgoto, já que NÓS temos o direito de escolher e esse direito só nos é inerente com o movimento GNU e com as ideologias GNU. Existe agora a possibilidade de escolhermos o que realmente queremos, o que realmente necessitamos de adoptar como ideologia para nos sentirmos melhor.

A grande diferença entre as ideias comunistas e os ideais GNU, é que as ideias comunistas funcionam com a imposição através da força, enquanto que os ideais GNU do software livre e do direito ao código do software, da sua modificação e redistribuição são uma opção. Podemos muito bem pensar ‘Não é isto que quero fazer’ ou ‘Não vejo necessidade de adoptar por isto’ que todos continuaremos bem e felizes. Alem disso, o open source basea-se num trabalho voluntário. Se o utilizador chama comunismo ao movimento open-source, então certamente acha que as obras de caridade e o trabalho que é exercido voluntariamente é uma forma de comunismo, de oposição ao monopólio e ás instituições que têm como fim o benefício económico.

Eu julgo que qualquer autor tem de se informar o suficiente para saber os prós e os contras da questão a analisar antes de escrever a sua tese, ou o seu artigo. E este, apesar de se notar que foi um artigo que exigiu estudo e trabalho, não foi pensado em todas as suas vertentes e possibilidades.

Quanto á licença GPL, a situação é parecida. Na minha procura para refutar a ideia do autor do blog, encontrei um texto que explica muito bem como a licença nada tem de comunista:

On the money/capital level, this is simply not applicable. I suppose, in some nations, there are communists who use the GPL, but using the GPL does not automatically make you a communist. The GPL is geared to share knowledge and information, not capital. If I share code I have written, I still have to figure out a way to get paid. Maybe I will provide services, such as technical support and documentation. Maybe I will run a training program. Or maybe I will work in an unrelated field and share my code for the sharing’s sake. I am still a capitalist on the level of money. Using the GPL just means I am not going to rely solely on intellectual property to rake in the bucks.

Personally, I think using the GPL makes you a better capitalist than those who don’t. If you choose to use the GPL, then you have to get creative. Falling back on IP is lazy and potentially dangerous. Say I invent Program A.0 and sell it with a proprietary license. I make some money at it, enough to write some new features into A.1 and live comfortably. But then someone comes along and sells Program B.0 and it is a much better app than any of my A’s. I now have to adapt quickly or die. And if I die, all of my A users are left out in the cold.

Acho que com este texto tudo fica explicado.

Concluíndo, utilizar a palavra comunismo é uma forma de assustar os utilizadores, já que certos produtos closed-sources estão a encontrar problemas em ultrapassar os seus rivais open-source. Sejamos realistas: se o Linux realmente não prestasse, alguem estaria preocupado em denunciar e em tentar provar a invalidade da sua licença?

Bem me parece que não. Bem me parece que se as aplicações open-source não fizessem tanta sombra ás aplicações closed-source ninguem se preocuparia em denunciar as suas licenças. Venha o próximo…

Fonte: deathseeker's blog

Tudo isto na sequencia de um texto que me deixou um pouco incomodado: http://antignu.blogspot.com/. Os textos são longos, mas vale a pena ler para ficar com uma ideia definida sobre a verdadeira intenção e realidade dos ideias open-source...

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Eu sempre achei piada à maneira como os comunistas aproveitavam para a sua causa, coisas que não têm nada a ver.

[ironic mode]

Se algum SO fosse "comunista" ou com ideologia comunista, nós por e simplesmente não teríamos liberdade nenhuma. Então se fosse marxismo stallinista, teríamos apenas um word 3.1 onde só poderíamos dizer algo do tipo "Stallin rullez" ou o texto seria automáticamente mofificado.

O browser apenas acederia ao site do partido comunista. e seria preciso autorização para faezr um desenho no paint.

[/off]

Fiquem ;););)

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linux comunista existe: é o komunix.

parece que o pcp modificou o knoppix para a festa do avante e criou uma "nova" distro... lol, é de rir...

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linux comunista existe: é o komunix.

parece que o pcp modificou o knoppix para a festa do avante e criou uma "nova" distro... lol, é de rir...

Felizmente o PCP é baseado na ideologia leniniste em vez de stalinista, o que torna as coisas liberais em vez de quase uma ditadura como era com o staline.

Pessoalmente não gosto de politica e curtia formar um partido com ideias diferentes, uma especie de partido anarquista com um certo numero de conceitos que teriam de ser cumpridos e não alterados, nem reentendidos (interpretados à ideia de cada um).

Uma espécie de amsterdão português  :thumbsup:

Acho que é mais essa a teoria da licença GNU, assemelho-a a amsterdão  :-[ ;)

Cumps. Overrun

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